Dietas low carb basicamente são estratégias alimentares que restringem o consumo de carboidratos, com o objetivo de ajudar a pessoa a emagrecer, controlar a diabetes ou manter um estilo de vida saudável.

Alimentos ricos em carboidratos simples como mel, açucares, arroz, macarrão, pão, refrigerantes, biscoitos, são retirados ou limitados nesta dieta. Esses alimentos são digeridos e absorvidos rapidamente pelo corpo, aumentando a taxa de glicose no sangue (glicemia). Dessa forma, a pessoa sente fome logo após a refeição. Para os diabéticos, essa elevação repentina da glicose no sangue é muito ruim porque eles não produzem quantidade de insulina suficiente para baixar a glicemia. 

Além de baixar a glicose no sangue, a insulina é um hormônio regulador dos adipócitos. Quando a insulina se eleva, os adipócitos acumulam gordura; quando a insulina diminui, os adipócitos livram-se da gordura acumulada. Por isso uma estratégia alimentar que mantenha os níveis de insulina baixos, auxilia no processo de emagrecimento.

Na dieta low carb, as pessoas consomem alimentos com maior quantidade de gorduras e quantidade moderada de proteínas (carne, aves, ovos, queijos, sementes, peixes). A gordura produz um hormônio endócrino chamado leptina, que ajuda a inibir a ingestão de alimentos. 

A restrição de carboidratos é uma manipulação muito mais sofisticada do sistema do que as dietas de restrição calórica. Em uma dieta low carb, sem restrição calórica e sem fome, você consegue enganar o seu corpo: a comida segue entrando, não se passa fome, e isso preserva a massa muscular. Contudo, você começa perder peso rapidamente. Suas reservas de gorduras caem.

“O ideal é fazer como nossos ancestrais e diminuir a concentração de carboidratos. Há 15 mil anos os humanos eram nômades, não existia agricultura. Não podiam plantar trigo, milho, cana-de-açúcar. Eles caçavam e pescavam e, vez ou outra, encontravam um fruto silvestre.”